sábado, 29 de julho de 2017

DAS ESTRUTURAS DE BONDADE


Autor: Porto de Carvalho
Escrito em 12/7/2017

As estruturas de bondade são construídas para se fazer o bem. Nelas se esconde o mal. O mal descobriu que sorrateiramente cumpre muito melhor o seu principal papel: combater o bem. Por isso, nelas nunca se consegue fazer o que se tem que fazer perfeitamente.

Existem vários tipos de estruturas de bondade, e elas têm diversas funções. Algumas delas (estruturas e funções): uma escola serve para educar pessoas; um hospital serve para curar enfermos, acidentados e salvar vidas; uma delegacia serve para apurar crimes; um tribunal serve para julgar crimes; um exército serve para defender um país de possíveis invasores; um sindicato de trabalhadores serve para defender os direitos de uma categoria profissional; um jornal serve para divulgar informações; uma prefeitura serve para gerenciar uma cidade; uma igreja serve para trazer o conforto espiritual aos homens de fé.

Numa escola, há professores que pessoalizam a aula, deixando a disciplina de lado; num hospital, há médicos que matam por omissão motivada por egoísmo e ambição material; numa delegacia, há crimes engavetados por desencanto com a sociedade; num tribunal, há julgadores que deveriam ser julgados; num exército, há invasores; num sindicato, há trabalhador amigo de empresário; num jornal, há desinformação; numa prefeitura, há prefeito que desvia a verba da cidade para a sua casa; numa igreja, há pregador que só fala de infortúnios, o que leva, na verdade, ao desconforto espiritual.

As estruturas de bondade não se fizeram. Foram feitas (e são feitas) pelos homens. Infiltrados em todas as estruturas de bondades, nos quatro cantos do mundo, há homens maus que as movimentam de acordo com seus interesses. O que os “donos” das estruturas de bondade querem é poder. Não são, então, nessas estruturas que eu não confio, são nos homens maus que as movimentam. Por isso, sempre tomo muito cuidado ao me relacionar nas estruturas de bondade, confio (nelas) desconfiando (dos seus agentes, pelo menos de alguns deles, ou melhor, num primeiro momento, de todos eles.).  


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